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Clima e Previsão do Tempo/Notícias/Educação Climática/Homenagem ao pesquisador Antonio Divino Moura

Homenagem ao pesquisador Antonio Divino Moura

Divino Moura faleceu em 16/4/2026, em São José dos Campos (SP). Sua histórica acadêmica passa pelos mais importantes centros de pesquisas atmosféricas do mundo e do Brasil.

Josélia Pegorim

17/04/2026 às 21:48

Imagem da notícia Homenagem ao pesquisador Antonio Divino Moura
Antonio Divino Moura (1945-2026) foi um dos mais importantes pesquisadores e educares da ciência meterológica no Brasil (Foto: https://www.gov.br/inpe)

A Climatempo lamenta profundamente a perda de Antonio Divino Moura, reconhecendo sua trajetória como uma das mais relevantes para a Meteorologia no Brasil, e se solidariza com seus familiares, colegas e toda a comunidade científica. Sua contribuição foi fundamental para o desenvolvimento do setor, e seu legado ajudou a construir as bases que permitiram o surgimento e a evolução de empresas como a Climatempo, conectando ciência, operação e impacto na sociedade.

A Meteorologia do Brasil perdeu um de seus mais importantes pesquisadores: Antonio Divino Moura faleceu nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Divino Moura, como era mais conhecido, não era meteorologista de formação, como tantos outros proeminentes pesquisadores das ciências atmosféricas no Brasil. Ele se formou em engenharia elétrica, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, sua cidade natal, mas a vida acadêmica o levou para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, onde obteve o título de PhD, em 1974. Naquele ano, sua tese foi a mais destacada na área de Meteorologia e por isso recebeu o Prêmio Carl Gustav Rossby. Fez pós-doutorado no Goddard Space Flight Center/NASA, nos Estados Unidos.

Antonio Divino Moura deixa um imenso legado na ciência meteorológica mundial, de atuação para o fortalecimento da Meteorologia no Brasil e teve um papel fundamental para modernização estrutural do Instituto Nacional de Meteorologia, onde foi diretor por dois períodos, de 1985 a 1988, e especialmente de 2003 a 2016.

A trajetória científica de Divino Moura passa pelos mais importantes centros de pesquisas atmosféricas do mundo, nos quais atuou como pesquisador e liderança.

Divino teve sólida carreira como pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e foi Diretor de Meteorologia desta instituição. Representou o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o primeiro brasileiro a alcançar a vice-presidência desta entidade. Participou da criação, e foi um de seus diretores, do Instituto Internacional de Pesquisa em Mudanças Climáticas (IRI). Foi co-presidente do IPCC/WGI (1988 e 1990), Cientista Chefe do Escritório de Programas Globais da NOAA (1991–1993) e presidente do programa internacional TOGA.

Dos meteorologistas mais velhos, ele recebeu o agradecimento e o respeito por uma vida dedicada às ciências atmosféricas. Para os jovens, foi e continuará sendo motivo de inspiração.


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