Fortes áreas de instabilidade voltaram a se espalhar pelo litoral leste do Nordeste no feriado de Primeiro de Maio deixando o tempo chuvoso desde o litoral de Sergipe até o Maranhão. Porém, a chuva mais volumosa ocorreu na região da Grande Recife, onde choveu mais de 150 mm a quase 200 mm em muitas áreas, em 24 horas, entre o começo da noite da quinta-feira, 30 de abril, e o começo da noite da sexta-feira, feriado de 1 de maio de 2026.
Apenas na cidade de Recife, o CEMADEN registrou de 150 a 170 mm, aproximadamente, de forma generalizada. Grande parte da chuva caiu na madrugada e na manhã do feriado. A chuva muito volumosa causou deslizamentos de terra, alagamentos e enchentes. Estes volumes de chuva representam cerca da metade da média de chuva na região de Recife, para todo o mês de maio. .
A média de precipitação em Recife, em maio, fica em torno de 317 mm. É a segunda maior média de chuva do ano.
Chuva volumosa na Grande Recife entre 19h50 de 30/4/26 e 19h50 de 1/5/26
(medição do CEMADEN – Centro Nacional de Monitoramento e de Alertas de Desastres Naturais – maiores volumes neste período por município)
Paulista: 193,5 mm
Olinda: 189,7 mm
Goiana: 189,4 mm
Camaragibe: 176,9 mm
Igarassu: 176,7 mm
Recife: 171,8 mm
Moreno 160,6 mm
Jaboatão dos Guararapes: 159,7 mm
Cabo de Santo Agostinho: 156,9 mm
Fim de semana será com alerta no litoral do Nordeste
Neste sábado, 2 de maio, a chuva enfraquece no leste de Pernambuco, mas deve aumentar no leste da Paraíba, no litoral do Rio Grande do Norte e do Ceará. Ainda há risco de chuva moderada a forte na Grande Recife, mas o volume não será tão elevado como nesta sexta-feira. Porém, a região das capitais João Pessoa, Natal e Fortaleza ficam em alerta para novos eventos de chuva muito volumosa.
Para o domingo, 3 de maio, ainda há previsão de chuva a qualquer hora, mas que não deve ser intensa como a esperada para o sábado.
Outono é época de muita chuva nas capitais do Nordeste
Abril, maio, junho e julho são meses tradicionalmente de muita chuva na costa leste do Nordeste. Eventos de chuva forte e volumosa são comuns e acontecem quase todos anos em todas as capitais, desde Natal até Salvador. Fenômenos como os Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL) e períodos de ventos marítimos mais intensos causam a formação das áreas de chuva mais persistentes na costa leste nordestina. Na costa norte da região, a atuação da Zona de Convergência Intertropical é a principal responsável por chuvas frequentes e fortes em Fortaleza, Teresina e São Luís.
Em abril de 2026, pela medição do Instituto Nacional de Meteorologia, várias capitais do Nordeste ficaram entre as mais chuvosas no Brasil, acumulando mais de 400 mm.
Chuva de abril de 2026 nas capitais do Nordeste (Inmet e Cemaden)
João Pessoa 557,3 mm (136% acima da média ,- abriu mais chuvoso desde o final da década de 1980)
Natal 454,8 mm (89% acima da média)
Salvador 310,2 mm (9% acima da média)
Recife/Nova Descoberta 518,8 mm
São Luís/Eletronorte 570,6 mm
Fortaleza/João XXIII 426,9 mm
Aracaju/J. Barbosa 310,0 mm
Teresina 249,4 mm



