ZCIT mantém chuva forte na região costeira do Norte e Nordeste, enquanto uma massa de ar frio avança sobre a Amazônia Ocidental. A atuação persistente da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), somada à circulação de ventos úmidos vindos do oceano e ao calor combinado com alta disponibilidade de umidade na atmosfera, mantém o cenário de instabilidade elevado. Em contrapartida, áreas do sul do Amazonas, Acre e Rondônia devem ter queda das temperaturas, associada a entrada do ar mais frio, nos próximos dias.
Costa do Nordeste segue com alerta para temporais
Entre a sexta, 15 de maio de 2026 e até a próxima sexta, 22 de maio de 2026, a ZCIT combinada com a circulação marítima continua favorecendo instabilidades no litoral norte do Maranhão, Piauí e Ceará. Ao longo do período, as pancadas ganham força e avançam pela costa norte desses estados, além do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Há risco de temporais isolados com acumulados significativos, no litoral do Maranhão e entre o litoral potiguar e pernambucano. As rajadas de vento podem variar entre 40 e 50 km/h em algumas áreas do litoral. Em áreas do interior nordestino e no sertão, o tempo segue firme e seco. A umidade relativa do ar fica abaixo dos 30% em áreas do oeste da Bahia, sul do Piauí e oeste de Pernambuco.
Já nos próximos dias, o sábado, 16 de maio de 2026, deve ser marcado por continuidade das instabilidades que estarão concentradas na faixa norte e leste do Nordeste. A atuação da ZCIT e das ondas de leste mantém chuva frequente entre o litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. As pancadas aumentam na metade norte do Maranhão, do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais localizados. Na Bahia, a chuva segue concentrada entre Salvador, litoral norte e nordeste do estado. No domingo, 17 de maio de 2026, ainda será de tempo instável em áreas litorâneas e no norte da região. A chuva continua ocorrendo entre Maranhão, Piauí, Ceará e faixa leste do Nordeste, especialmente entre Rio Grande do Norte e Alagoas. Apesar da persistência das instabilidades, os períodos de melhora aumentam em parte do litoral.
Entre a segunda, 18 de maio, até o dia 22 de maio, os temporais continuam em grande parte das áreas da costa norte do nordeste. Além disso, as rajadas de vento, seguem frequentes, no litoral do Ceará, Piauí e do Rio grande do Norte.
Na região norte a chuva continua frequente nos próximos dias
A sexta-feira, 15 de maio, segue marcada por chuva moderada a forte em grande parte do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. A combinação entre calor, umidade elevada e atuação da ZCIT mantém o risco de temporais isolados, principalmente no norte do Amazonas, norte do Pará e Amapá.
Em Rondônia, Acre e sul do Amazonas, o dia ainda começa abafado. No Tocantins, o tempo segue mais firme, quente e seco, principalmente no sudeste e leste do estado, onde a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%.
No sábado, a friagem avança com mais intensidade sobre Rondônia, Acre e sul do Amazonas. As temperaturas diminuem, principalmente durante a madrugada e o amanhecer, trazendo sensação térmica mais baixa para os padrões da região.
Ao mesmo tempo, a chuva continua forte em áreas do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, com risco de acumulados elevados e temporais isolados. Em Rondônia, mesmo com a entrada do ar frio, ainda há previsão de pancadas moderadas a fortes em alguns pontos do estado.
O domingo terá manhã mais fria em Rondônia, Acre e sul do Amazonas, com temperaturas abaixo da média para a região. O tempo fica mais estável nessas áreas, embora ainda haja muita nebulosidade. Já na metade norte da Região Norte, as pancadas continuam frequentes e volumosas, principalmente entre Amazonas, Pará, Roraima e Amapá.
Já na próxima semana, entre os dias 18 (segunda) e 24 de maio (domingo), os temporais continuam frequentes e podem acumular mais de 100 mm em Boa Vista e no Amapá.
Massa de ar frio avança sobre a Amazônia Ocidental e aumenta preocupação com comunidades vulneráveis
A queda significativa das temperaturas preocupa principalmente comunidades indígenas, ribeirinhas e famílias que vivem em áreas isoladas da Amazônia Ocidental. Muitas dessas populações enfrentam dificuldades de acesso a roupas adequadas, moradias protegidas e atendimento médico.
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis aos impactos da queda brusca de temperatura. Em algumas localidades, a mudança no tempo pode aumentar casos de gripe, crises respiratórias e outras complicações de saúde.
Além da queda nas temperaturas, o cenário meteorológico será marcado por aumento da nebulosidade, ventos moderados e maior sensação de frio durante as madrugadas e manhãs. Em muitas aldeias, principalmente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos, o acesso a roupas adequadas, cobertores e atendimento médico continua limitado.
Rondônia, Acre e sul do Amazonas terão queda nas temperaturas
As áreas mais afetadas pela friagem devem ser o Acre, Rondônia e municípios do sul amazonense, como Boca do Acre, Lábrea, Humaitá e Apuí. Nessas regiões, as temperaturas podem ficar abaixo da média para os padrões amazônicos, principalmente entre os dias 17 e 19 de maio de 2026.
Em algumas localidades, o frio durante o amanhecer pode provocar forte desconforto térmico para populações que tradicionalmente convivem com calor e alta umidade durante grande parte do ano.
Diante desse cenário, o fim de semana será marcado por contrastes importantes entre o Norte e o Nordeste do país. Enquanto a atuação da ZCIT mantém o risco de chuva forte, temporais isolados e elevados acumulados em áreas litorâneas. O avanço do ar frio sobre a Amazônia Ocidental reforça a preocupação com populações vulneráveis e comunidades isoladas. A combinação entre extremos de chuva, calor, baixa umidade e queda acentuada das temperaturas evidencia a complexidade do atual padrão atmosférico sobre o Brasil, exigindo atenção redobrada das autoridades e monitoramento constante das condições do tempo nos próximos dias.



